domingo, 06 setembro 2015 22:10

Auto-estima

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A auto- estima refere-se às crenças e opiniões que temos de nós próprios e ao valor que acreditamos possuir enquanto pessoa, pelo que é uma das variáveis mais importantes para o bem- estar psicológico e para uma boa saúde mental. Uma baixa auto- estima inibe a relação com mundo e impede muitas vezes de tirar prazer e gratificação com as experiências de vida. Quando estamos deprimidos, o mais provável é pensarmos que não temos valor. 

 

As emoções negativas (a que todos estamos sujeitos pelos problemas e contrariedades da vida) só nos poderão ser prejudiciais se possuirmos uma auto estima negativa. Se a nossa auto imagem é negativa, tendemos a ver um acontecimento trivial ou uma imperfeição como um sinal inultrapassável de um defeito pessoal: 

"...o vizinho não olhou para mim, nem me respondeu... eu devo ser uma pessoa má"...

"... tive um suficiente neste exame.. sou um péssimo aluno... vou fracassar..."

Muitas vezes estamos tão envolvidos e convictos destas crenças negativas que nem nos apercebemos da suainadequação, inutilidade e irrazoabilidade,especialmente quando estamos deprimidos. Mas sentirmo-nos bem e com valor não depende de sermos amados ou desejados pelos outros. O que será mais decisivo para uma boa auto- estima será o nosso sentido de valor próprio, que determina a forma como nos sentimos.

Qualquer pessoa que tenha uma auto- estima baixa tem todas as possibilidades de transformar esta situação: a mudança de padrões de pensamento negativos, que nos fazem sentir tristes, deprimidos ou sem valor exige muita disciplina e persistência. É útil definir metas de comportamento sobre aquilo que desejamos ser, devendo para tal, actuar de maneira diferente da habitual. A terapia cognitiva e comportamental para este processo de mudança pode ser fulcral.

Uma das razões que conduzem à baixa auto- estima é a pouca consideração que temos de nós próprios. O mais importante é a opinião que temos de nós próprios; apesar de a nossa cultura nos ensinar a procurar a aprovação dos outros e a depender do valor que os outros atribuem a nós. 

Por vezes fazermos coisas que vão contra os nossos desejos para agradarmos a outras pessoas ou para obter a aprovação delas. É impossível agradar a toda a gente e não nos podemos sentir culpados ou perturbados se alguém não gostar de nós.

As pessoas com baixa auto- estima rotulam-se negativamente ("como sou burra, "faço tudo errado"). Mas nós não somos um objecto, e como tal não nos podemos rotular. Um rótulo é sempre uma generalização exagerada, que não tem significado porque a vida é um processo contínuo de mudança, com mudanças psicológicas constantes.  Estes pensamentos negativos não determinam o nosso valor, nem os nossos actos ou pensamentos. Se eles nos fazem sentir mal, o melhor é “varre-los” da cabeça.

Nós sentimos o que pensamos!

Carla Ornelas 

 

Read 126983 times Last modified on domingo, 07 fevereiro 2016 17:42

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